Mapa do Portal | Área Restrita

    Detalhes de Notícia

Estratégia: Maior rede de cabeleireiros do Estado organiza sua expansão



GOVERNANÇA, A ÚLTIMA MODA NOS SALÕES E BELEZA DO RIO

Governança corporativa, quem diria, virou conversa de cabeleireiro. De olho numa expansão para outros Estados e países, a rede Werner Coiffeur, que acabou de colocar o pé fora do país, com a abertura de um salão em Luanda, Angola, resolveu "arrumar a casa" para tentar alçar vôos mais altos. Líder no Rio de Janeiro, contratou a consultoria Pragmática para estruturar a empresa, melhorar a gestão e a governança corporativa e, quem sabe, um dia, abrir capital.

"Eu já penso nisso há algum tempo, expandir a empresa, talvez trazer investidores ou abrir capital, mas quero organizar melhor antes a casa, porque isso agrega valor ao negócio", diz Rudi Werner, que fundou a rede em meados da década de 80 e hoje continua à frente dos 30 salões espalhados pelo Rio, Vitória, Florianópolis, Ribeirão Preto e Rio Grande do Sul.

A Werner não é a única empresa do setor de produtos para cabelos interessada em melhorar a governança, pensando numa expansão. A Embelleze, que tem os salões de beleza como clientes muito importantes, também está nesse grupo (ver ao lado).

Diante da necessidade de crescer e de ter um time de gerentes e diretores mais bem treinado, Werner, que divide a sociedade com dois irmãos, decidiu que era hora de chamar ajuda externa. "Acho que é um sinal de amadurecimento. É uma idéia que eu já tinha, mas a empresa não sou só eu, são 1.200 funcionários, é preciso esperar que a empresa esteja pronta para isso também", diz Werner.

Depois de um trimestre dentro da Werner, o consultor Marcelo Barboza, da Pragmática, diz que o trabalho envolve todas as áreas da empresa. "Primeiro é preciso profissionalizar a família e depois cuidar da governança na gestão, unificar processos, sistematizar a informação, ter total transparência", diz ele. "Em algumas empresas familiares uma das dificuldades que surgem é que há quem pense que vai perder o poder com esse processo de governança, mas é o contrário, aumenta o controle porque sistematiza, e também o poder, porque com a nova estrutura, a empresa pode crescer."

No caso da rede Werner, a mentalidade do fundador ajuda no trabalho. "Eu acho bom ter controles externos. No salão, por exemplo, eu gosto quando um cliente reclama, porque ajuda melhorar a eficiência e não é só o dono que está exigindo isso", diz Werner. "Quando tiver acionistas, vou justificar dizendo: ah, mas eu tenho que prestar contas a eles. Assim eu não pareço o único chato que fica cobrando", brinca.

O empresário observa, porém, que ter acionistas, ir à bolsa ou ter um investidor externo, do tipo "private equity", não são temas para o curto prazo. "Eu penso na frente, nunca penso que algo não pode ser feito. Já pensei em ir à bolsa, queremos crescer e essa é uma das possibilidades, mas é preciso pensar com calma e ir dando os passos na hora certa."

Para Werner, uma das coisas necessárias é que o dono da empresa olhe para si mesmo e faça uma avaliação sincera. "Será que eu gosto de dividir? Eu sei que esse é meu estilo. Chamei meus irmãos para a sociedade, e treinamos inúmeros profissionais que depois foram ter seus próprios salões", diz Werner, que divide seu tempo entre administrar a empresa e trabalhar como cabeleireiro. Depois de anos de terapia, diz que resolveu o dilema entre ser "artista" ou "capitalista". Ficou com os dois.
Jornal Valor Econômico


Receba nossas dicas, novidades e informativos periodicamente.
Seu nome
Seu e-mail
Interesses
 
Pragmática na Mídia

Nossos contatos


Tel.: +55 21 2283-2423
Tel.: +55 21 3139-1730
Fax: +55 21 3139-1715
> Fale Conosco
> Atendimento online

Nossa área de atuação

Copyright 2010 Grupo Pragmática. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido pela Verdic
Versión en Espanõl English Version