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Empresas - Economia - iG
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  • Setor de consumo é alvo de quase uma aquisição por dia

    Daniela Barbosa e Claudia Facchini, iG São Paulo

    Fundos de private equity lideram movimento e anunciaram pelo menos quatro negócios nos últimos cinco dias

    Foto: AFP

    Nos últimos dias, o movimento de fusões e aquisições no setor varejista e de consumo intensificou-se, liderado, sobretudo, pelas administradoras de fundos de investimentos em participações acionárias (private equity). Em apenas cinco dias, entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro, esses fundos anunciaram quatro aquisições – a mais relevante foi a compra da rede americana de fast food Burger King pelo fundo 3G, dos empresários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles.

    Luiz Eduardo Henriques, professor em estratégia, competitividade e inovação da Fundação Dom Cabral, avalia que as aquisições pelos fundos de private equity devem se tornar cada vez mais frequentes até o fim do ano. “Podemos esperar por uma aquisição por semana daqui para frente”, prevê.

    O número de transações poderia ser ainda maior, avalia um executivo do setor de fusões e aquisições. Algumas grandes empresas, como a BR Foods e o Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, aguardam que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) julgue suas recentes fusões. Até receberem o sinal verde das autoridades antitruste, elas devem moderar o apetite por aquisições, o que poderia tornar o julgamento pelas autoridades antitruste ainda mais complexo. A BR Foods resultou da fusão da Sadia com a Perdigão e o grupo Pão de Açúcar uniu os negócios da rede Ponto Frio com a Casas Bahia no varejo de eletrônicos de consumo.

    A BR Foods possui R$ 3 bilhões em caixa e que poderiam ser desembolsados em aquisições, mas que não não sendo investidos em novos negócios.

    As empresas do setor de consumo – varejistas e fabricantes de alimentos e bebidas – ganharam um lugar de destaque na economia com a forte expansão do mercado interno. Segundo Henriques, a estimativa é de que até 800 operações de fusões e aquisições sejam fechadas até o final do ano no País.

    O setor de consumo deve ser um dos principais protagonistas. “O Brasil passa por momento de ascensão social e os brasileiros estão consumindo mais. Existem muitas oportunidades neste segmento”, afirmou o professor.

    No último dia 27, a Casa do Pão de Queijo anunciou a compra da rede de confeitarias O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, com sete lojas no País. Em seguida, na última segunda-feira, dia 30, o grupo Carlyle adquiriu participação da Scalina, dona das marcas Trifil e Scala. O fundo de investimentos Mercatto fez duas aquisições na semana: primeiro comprou a Vila Germania Alimentos e, na sexta-feira, anunciou a compra da rede Forno de Minas.

    Relevância mundial

    A aquisição da Burger King pela 3G foi o negócio mais emblemático, não só pelos valores envolvidos (R$ 7 bilhões), mas também por representar a aquisição de uma marca ícone americana por brasileiros. O Brasil está deixando apenas de ser alvo de investidores e passando a ter um importante papel no mercado mundial. “Os fundos nacionais de investimento estão buscando oportunidades fora do País a fim de diversificar as aquisições e marcar presença global”, disse Henriques.

    O fundo 3G já é controlador da Anheuser-Bush Inbev, maior cervejaria do mundo, das Lojas Americanas e da América Latina Logística (ALL). A diversificação do portfólio de marcas controladas pela 3G é vista com bons olhos, pois mesmo sendo de segmentos diferentes, os processos são sinérgicos e devem trazer bons resultados ao fundo.

    Segundo a consultoria KPMG, o setor de alimentos, bebidas e fumo lidera o ranking de fusões e aquisições no País. Desde 1994, 603 negócios foram fechados neste segmento.

  • Presidente do Burger King receberá bônus de US$ 3 milhões

    Claudia Facchini, iG São Paulo

    Rede de fast food americana pagará bonus de transição a quatro altos executivos após aquisição da companhia pelo fundo 3G

    O atual presidente do conselho (chairman) e presidente executivo (CEO) do Buger King nos Estados Unidos, John W. Chidsey, vai receber um bônus de US$ 3,021 milhões (R$ 5,2 milhões) após a venda da companhia à administradora de fundos de investimentos 3G, controlada pelos empresários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles.

    O fundo pagou US$ 4 bilhões (R$ 7 bilhões) pela segunda maior cadeia de fast food americana.

    Em comunicado enviado à U.S. Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que fiscaliza o mercado americano de capitais, o Burger King informou que quatro altos executivos da companhia receberão um “bônus de transição”, incluindo Chidsey, após a aquisição da empresa. Eles continuarão trabalhando para o Burger King durante um período de seis meses, até a conclusão do processo de aquisição.

    O diretor financeiro do Burger King, Ben Wells, receberá um bônus de US$ 1,308 milhão. O chefe de recursos humanos, Peter Smith, receberá US$ 1,097 milhão e a conselheira para assuntos corporativos, Anne Chwatt, será remunerada em US$ 1,131 milhão.

    Após o período de transição de seis meses, Chidsey deixará o Burger King, mas irá prestar serviços de consultoria à companhia por outros seis meses após a conclusão da aquisição. Por esses serviços, o executivo receberá US$ 100 mil por mês.
     

  • Braskem quer novas fábricas para produtos "verdes"

    Reuters

    Projeto será discutido na próxima reunião do conselho da companhia, em outubro

    Após o início das operações de eteno verde nesta sexta-feira, a Braskem pode definir em outubro não apenas novas unidades, mas também outros produtos derivados de etanol de cana-de-açúcar. As 200 mil toneladas anuais a serem produzidas pela fábrica localizada em Triunfo (RS) serão destinadas à produção de polietileno.

    Seria possível produzir material para a produção de polipropileno, PVC, PET e até mesmo borracha, segundo o vice-presidente de petroquímicos da companhia, Manoel Carnaúba. "Na próxima reunião do Conselho, que deverá acontecer na primeira semana de outubro, vamos definir os novos passos no segmento. Provavelmente teremos outras unidades, além da possibilidade de novos produtos", afirmou Carnaúba à "Reuters".

    De acordo com o vice-presidente, a intenção inicial era que a unidade de eteno verde de Triunfo fosse concluída em outubro. Apesar do início das operações nesta sexta-feira, a inauguração oficial deve acontecer em 24 de setembro.

    "Estamos com boa parte da produção comercializada, mas tem uma parte que queremos manter para o mercado spot (à vista) para o desenvolvimento de novos mercados", afirmou Carnaúba, citando o segmento de cosméticos, alimentos e automobilístico como nichos que estão sendo trabalhados pela Braskem. "São segmentos que parecem interessantes e queremos trabalhá-los tanto aqui quanto lá fora."

    No Brasil, Caunaúba contou que empresas como Natura, Estrela, Cromex e Procter & Gamble já são clientes no segmento de plástico verde da Braskem. A Braskem não revela os preços por tonelada para o plástico verde, mas o vice-presidente da empresa disse que o valor está dentro das estimativas. "O importante é que é um produto novo. É a primeira oferta no mercado mundial", destacou.

     

  • Duke Paranapanema quer ampliar fontes de geração de energia

    Valor Online

    SÃO PAULO - A Duke Energy International, Geração Paranapanema, vai alterar seu objeto social para incluir a possibilidade de gerar energia de outras fontes, além da hidrelétrica. A modificação ainda terá que será aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Após o aval da Aneel, a proposta será submetida à apreciação do Conselho de Administração e aos detentores das debêntures da 1º emissão da companhia, por meio de Assembleia Geral de Debenturistas.

    SÃO PAULO - A Duke Energy International, Geração Paranapanema, vai alterar seu objeto social para incluir a possibilidade de gerar energia de outras fontes, além da hidrelétrica. A modificação ainda terá que será aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Após o aval da Aneel, a proposta será submetida à apreciação do Conselho de Administração e aos detentores das debêntures da 1º emissão da companhia, por meio de Assembleia Geral de Debenturistas. Na sequência, os acionistas também terão de aprovar a mudança, em assembleia. (Téo Takar | Valor)

  • Chesf vence leilão de linhas de energia para eólicas

    AE

    A estatal Chesf, controlada do grupo Eletrobras, foi a vencedora do leilão de transmissão que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou hoje

    A estatal Chesf, controlada do grupo Eletrobras, foi a vencedora do leilão de transmissão que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou hoje. A empresa arrematou os três lotes ofertados na licitação, que teve um deságio médio de 50,9%. "Demos a nossa contribuição para a modicidade tarifária, mas sem comprometer a sustentabilidade empresarial do grupo", afirmou o presidente da Chesf, Dilton da Conti Oliveira, após o encerramento da disputa. A licitação contou com a participação de nove proponentes, sendo oito empresas e um consórcio.

    O presidente da Comissão Especial de Licitação, Hélvio Guerra, destacou que o leilão de hoje cumpre um objetivo importante no setor, que foi o de viabilizar a infraestrutura necessária para conectar as usinas eólicas à rede elétrica. "As quatro subestações irão conectar ao sistema 33 usinas eólicas que negociaram energia nos leilões de 2009 e de 2010", explicou Guerra. A Receita Anual Permitida (RAP) total do leilão foi de R$ 19,235 milhões, queda de 50,9% em relação à RAP máxima total de R$ 39,175 milhões.

    Os três lotes compreendem cinco linhas de transmissão, com extensão de 501 quilômetros, e quatro subestações, localizadas nos Estados do Rio Grande do Norte, Bahia e a Ceará. Segundo o diretor de Engenharia e de Construção da Chesf, Jose Ailton de Lima, a estratégia montada para vencer o leilão foi considerar a sinergia entre os empreendimentos. "Os ativos do Rio Grande do Norte e do Ceará são próximos, o que gera sinergias", afirmou. Vale lembrar que a Chesf detém grande parte da malha de transmissão do Nordeste, o que amplia a escala da companhia e reduz os custos.

    O lote mais disputado pelas empresas foi o B, composto por uma subestação e por uma linha de transmissão de 115 quilômetros de extensão na Bahia. A Chesf ganhou a concessão após a disputa ir para o pregão viva-voz com a Afluente Transmissão de Energia Elétrica, controlada da Neoenergia. A proposta vencedora da estatal foi uma RAP de R$ 4,19 milhões, deságio de 59,21% em relação à receita máxima de R$ 10,272 milhões. Esse foi um dos maiores deságios já registrados em leilões de transmissão organizados pela Aneel.

    Para a disputa do leilão, Ailton de Lima explicou que a Chesf assinou pré-contratos com os fornecedores de equipamentos. A companhia também prevê que o valor do investimento fique acima do projetado pela Aneel para os ativos, que é de R$ 300 milhões. "Nunca conseguimos ficar abaixo do orçamento previsto pela Aneel", comentou o executivo, sem entrar em detalhes. Pelas regras do leilão, as linhas de transmissão e as subestações entrarão em operação em 2012.

  • JBS: Pilgrim's Pride retoma as exportações para a Rússia amanhã

    AE

    São Paulo, 3 - A JBS informou que sua controlada americana Pilgrims Pride Corporation irá retomar amanhã suas exportações para a Rússia, assim que o serviço de inspeção de segurança alimentar finalizar os certificados que devem acompanhar os embarques

    São Paulo, 3 - A JBS informou que sua controlada americana Pilgrims Pride Corporation irá retomar amanhã suas exportações para a Rússia, assim que o serviço de inspeção de segurança alimentar finalizar os certificados que devem acompanhar os embarques. Segundo o comunicado da JBS, a Pilgrim's tem quatro unidades frigoríficas aprovadas e produzindo para exportar para a Rússia. A companhia espera que comecem amanhã os carregamentos nos portos americanos. "A demanda da Rússia está forte. Vendemos toda a nossa produção habilitada para os próximos 30 dias e os preços continuam fortes," comentou Don Jackson, presidente e executivo chefe da Pilgrim's, na nota divulgada há pouco. "A Rússia é um mercado importante para o frango dos EUA e a reabertura de suas fronteiras será um grande benefício para a indústria e nossa companhia." No início deste ano, a Rússia baniu todas as exportações de frango dos EUA que foram produzidas com água clorada. Em julho, autoridades russas e americanas assinaram um acordo formal sobre frango estabelecendo novos requisitos de processamento para a produção a ser exportada para a Rússia. "Com os novos requisitos aprovados em julho, as empresas americanas puderam substituir o enxágue clorado por cloreto de cetilpiridínio, ácido peracético ou peróxido de hidrogênio", concluiu o comunicado da JBS.

  • Importações asiáticas sustentam PIB agropecuário

    AE

    Setor registrou expansão de 11,4% no segundo trimestre de 2010, para R$ 54,229 bilhões

     O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária reflete o cenário menos negativo que o esperado na economia global. O forte ritmo de importação dos países asiáticos garantiu a sustentação dos preços de commodities agrícolas no final do primeiro semestre no Brasil e deu impulso para o setor no período. A avaliação é do diretor técnico da AgraFNP, José Vicente Ferraz. "A economia externa ainda é volátil, mas as previsões eram muito mais negativas ao final de 2009. Ninguém esperava tanto consumo por parte da China. A perspectiva só mudou nos primeiros meses deste ano", afirma.

    O PIB da agropecuária subiu 11,4% no segundo trimestre de 2010, para R$ 54,229 bilhões, em relação ao mesmo período de 2009. O setor representa cerca de 6% do valor total do PIB no segundo trimestre, de R$ 900,7 bilhões. O executivo observa que é preciso considerar a base de comparação, que era muito mais fraca nos primeiros seis meses do ano passado. "No primeiro semestre de 2009, a economia ainda sentia os reflexos da crise iniciada em 2008. E agora o setor passa por um momento de recuperação", pondera. O diretor técnico da AgraFNP observa que no primeiro trimestre do ano os preços das commodities seguiam trajetórias distintas: enquanto o etanol e açúcar estavam mais firmes, puxados pela crescente demanda dos países asiáticos; o milho e soja registravam preços mais baixos. O cenário para o mercado de grãos começou a mudar no final do semestre, quando as importações chinesas também deram impulso a este segmento. "Algumas commodities até registraram queda de preços, mas de modo geral o balanço é positivo", afirma. Para Ferraz, o PIB agropecuário tende a seguir firme este ano, porque ainda deve refletir a demanda sustentada por açúcar, depois das filas de navios nos portos brasileiros, e por grãos. Ele lembra que a Rússia enfrentou estiagem severa, com perda expressiva na produção, o que pode alterar os padrões de importação de milho, soja e trigo nesta temporada. Ele aponta ainda o cenário favorável para o milho no mercado interno. Depois de passar três safras com o alto nível de estoques de passagem e preços baixos, a commodity deve inverter a trajetória. Segundo ele, os leilões de apoio ao escoamento realizados pelo governo ajudam a escoar a safra excedente e os primeiros relatórios de intenção de plantio indicam que os produtores pretendem reduzir a área. Produtividade O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ressaltou o aumento da produção nacional como um dos fatores que garantiu a expansão do PIB no período. Ferraz concorda que os ganhos de produtividade na safra nacional e o clima favorável ao desenvolvimento da safra nesta temporada geraram resultados excepcionais, com uma produção recorde de 147 milhões de toneladas em 2009/10. "O Brasil criou um ambiente de forte competição. Esta é uma questão estrutural. A tendência é firmar o ganho de produtividade", ressalta.

  • Paralisação de funcionários da Petrobras não afeta operação

    AE

    Sindicato dos petroleiros, cuja data-base é 1º de setembro, faz campanha salarial referente ao Acordo Coletivo 2010

    A Petrobras esclareceu que o movimento dos petroleiros, realizado hoje não afetou nem a produção nem as operações da empresa. Em nota, a companhia reforçou a importância da negociação como meio de manter o diálogo "aberto e transparente" com os representantes dos empregados durante a campanha salarial referente ao Acordo Coletivo 2010, cuja data-base é 1º de setembro. Segundo a estatal, o processo tem garantido o "bom relacionamento" entre as partes e a companhia nos últimos anos. A Petrobras informou que mantém sua agenda de negociação, já tendo apresentado uma proposta de acordo coletivo aos representantes dos empregados e mantendo reuniões constantes.

  • Chesf domina leilão de transmissão com forte deságio

    Reuters

    Estatal venceu os três lotes disputados, com deságio médio de 50,9%

    A Chesf, da Eletrobras, dominou o leilão de transmissão de energia elétrica promovido nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A estatal venceu os três lotes disputados, com deságio médio de 50,9 por cento.

    Os lotes estão localizados no Rio Grande do Norte, na Bahia e no Ceará. Com entrada em operação comercial prevista para 2012, a expectativa do investimento total é de 300 milhões de reais. A principal área de atuação da Chesf é, justamente, a região Nordeste.

    As linhas e subestações deverão transportar a energia gerada a partir de centrais eólicas.

    No leilão, vencia a empresa que apresentasse o maior deságio em relação à Receita Anual Permitida (RAP) estipulada pelo governo.

    Segundo o diretor de Engenharia e Operações da Chesf, José Ailton de Lima, a companhia fez diversos pré-contratos com fornecedores e apostou nas sinergias para reduzir os preços.

    Para o presidente da Comissão Especial de Licitações (CEL) da Aneel, Helvio Guerra, o leilão foi de grande importância para o setor. "Financeiramente, o deságio médio foi de quase 20 milhões de reais", afirmou.

    A Chesf venceu o primeiro lote ao apresentar RAP de 10,326 milhões de reais, valor 52,6 por cento inferior ao teto estipulado.

    Seis empresas foram habilitadas para participar do leilão do primeiro lote, com três linhas de transmissão e duas subestações no Rio Grande do Norte, com extensão total de cerca de 300 quilômetros.

    No lote B, o mais disputado, a Chesf foi ao leilão viva-voz com a Afluente Transmissão de Energia Elétrica, porque a diferença entre as propostas foi inferior a 5 por cento. Inicialmente, a Chesf ofereceu deságio de 55 por cento e a Afluente de 54 por cento.

    Após 26 lances, a Chesf ofereceu RAP de 4,19 milhões de reais, deságio de 59,21 por cento em relação à receita máxima. A proposta final da Afluente implicava em deságio de 59,11 por cento.

    O lote B corresponde a uma linha de transmissão de 115 quilômetros e uma subestação na Bahia. Sete empresas foram habilitadas, mas somente seis entregaram propostas.

    O terceiro e último lote teve seis empresas habilitadas, mas quatro apresentaram propostas. Nessa disputa, com uma linha de transmissão de 97 quilômetros no Ceará, além de uma subestação, a Chesf ofereceu RAP de 4,719 milhões de reais, deságio de 33,70 por cento.

    Para o presidente da Chesf, Dilton da Conti Oliveira, a Chesf "mostra que pode competir mesmo sendo uma empresa estatal de capital misto". Ele sugeriu que a companhia estaria até mesmo pronta para negociar ações em bolsa, mas garantiu que não existe nenhuma conversa com a Eletrobras sobre o assunto.

    NOVO LEILÃO EM NOVEMBRO

    O Superintendente de Concessões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Aneel, Jandir Nascimento, disse que a agência está trabalhando para o terceiro leilão de concessões de 2010, que pode ocorrer no final de novembro, talvez no dia 26, com cerca de 3 mil quilômetros de linhas.

    Nascimento disse ainda que o leilão das linhas de transmissão da energia proveniente da usina de Belo Monte (PA) deve ocorrer no primeiro semestre de 2011.

    (Edição de Cesar Bianconi)

     

  • Chesf vence leilão de linhas de transmissão no nordeste do país

    EFE

    Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) arrematou três lotes licitados

     A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) arrematou hoje em um leilão três lotes licitados para a construção de várias linhas de transmissão e subestações elétricas no Nordeste, informaram fontes oficiais. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse em um comunicado que as ofertas da Chesf apresentaram um custo inferior a 50,9% e que esse deságio irá se refletir nas modalidades tarifárias. A Aneel licitou três lotes integrados por cinco linhas de transmissão com uma extensão total de 501 quilômetros e quatro subestações elétricas com investimentos previstos de R$ 300 milhões e a geração de 2.150 empregos nos estados da Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. As instalações, que devem estar em operação em 2012, vão conectar centrais eólicas localizadas na região nordeste ao Sistema Interligado Nacional. O presidente de Aneel, Helvio Guerra, destacou que o resultado do leilão é um "reflexo da competição que sempre beneficia a sociedade". A companhia vencedora é também a empresa que lidera o consórcio da construção da represa de Belo Monte, um projeto hidrelétrico no coração da Amazônia que causará o deslocamento de 50 mil pessoas, segundo grupos opostos à construção. EFE mb/tf

  • F.O. Licht reduz estimativa da safra global de trigo em 2010/11

    AE

    Londres, 3 - A produção mundial de trigo deve cair para 641,2 milhões de toneladas em 2010/11, queda de 4 milhões de toneladas em relação à previsão anterior, informou hoje a consultoria alemã F

    Londres, 3 - A produção mundial de trigo deve cair para 641,2 milhões de toneladas em 2010/11, queda de 4 milhões de toneladas em relação à previsão anterior, informou hoje a consultoria alemã F.O. Licht. A safra da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) deve diminuir para 84,9 milhões de toneladas, quase 25% abaixo do volume registrado em 2009/10 e 3,3% inferior à estimativa de agosto. A União Europeia (UE) pode produzir 135,9 milhões de toneladas, ante 139,39 milhões de toneladas na temporada passada, previu a F.O. Licht. Contudo, a América do Norte deve compensar parte do déficit de ofertas com uma produção de 87,7 milhões de toneladas. A consultoria estima a safra canadense em 22 milhões de toneladas, alta de 2 milhões de toneladas frente à última projeção. A F.O. Licht informou que os fundamentos do mercado foram dramaticamente alterados pelas condições climáticas nos últimos dois meses, com as ofertas anteriormente "pesadas" agora racionadas por preços maiores. As informações são da Dow Jones.

  • Funcionários da Petrobras fazem paralisação nesta madrugada

    AE

    Greve terá adesão de 80% dos trabalhadores; principais operações das plataformas serão interrompidas durante todo o sábado

    A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que trabalhadores diretos e terceirizados de várias áreas operacionais da Petrobras iniciaram, na madrugada desta sexta-feira, uma paralisação nacional para pressionar a empresa a atender as principais reivindicações da categoria, que está em campanha salarial.

    Segundo a FUP, a paralisação tem adesão de 80% dos trabalhadores. A Petrobras não confirma o dado oficialmente e deve emitir nota no fim do dia sobre a paralisação. De acordo com a FUP, a paralisação terá continuidade ao longo do dia nas refinarias, nas plataformas, nos campos de produção terrestre, nos terminais de distribuição e nas unidades administrativas. "Os trabalhadores interromperam as principais operações, mantendo apenas as atividades essenciais para a manutenção e segurança dos equipamentos", informou a entidade em nota.

    A FUP esclareceu que esta é uma paralisação de advertência, que não afetará o abastecimento da população. Estão parados os trabalhadores das refinarias de Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Mauá (Recap), Betim (Regap), Manaus (Reman) e Paraná (Repar), além da Usina de Xisto (SIX). Nos terminais, a paralisação teve adesão dos trabalhadores de Cabiunas (Macaé), Campos Elíseos (Duque de Caxias), Suape (Pernambuco), Manaus e Coari (Amazonas), São Caetano e Barueri (São Paulo).

    Em Santa Catarina, os trabalhadores estão mobilizados nos terminais de Itajaí, Ibiguaçu, Guaramirim, São Francisco do Sul e na Estação Intermediária de Itararé. No Paraná, os petroleiros do terminal de Paranaguá também se juntaram ao movimento. Nas unidades de produção terrestre da Petrobras, estão parados os trabalhadores próprios e terceirizados de Taquipe, Miranga, Santiago, Borba Nordeste, Araçás e Buracica (Bahia); Mossoró, Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Pólo de Guamaré (Rio Grande do Norte); e toda a área operacional de São Mateus e Linhares, no Espírito Santo. Na Bacia de Campos, os petroleiros interromperam as atividades em 30 plataformas.

    O mesmo ocorre no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo, onde os trabalhadores das plataformas aderiram à paralisação. Os trabalhadores suspenderam a emissão de Permissões de Trabalho e só estão executando as atividades relacionadas à segurança, manutenção e habitabilidade das plataformas. Nas áreas administrativas, os trabalhadores aderiram à paralisação convocada pela FUP nos escritórios da Petrobras e da Transpetro, em várias cidades do país, como Manaus, São Paulo, Natal e Mossoró.

    Os petroleiros reivindicam reposição da inflação do período - de setembro de 2009 a agosto de 2010 - pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A estimativa para o indicador é de 5%. Eles pedem ainda ganho real e produtividade (10%), melhorias no programa Jovem Universitário (reembolso de parte das mensalidades dos trabalhadores matriculados em faculdades particulares), proteção dos direitos trabalhistas dos terceirizados e um fórum nacional para debater com os gestores da Petrobras mudanças estruturais na área de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança).

  • Licença ambiental para canteiro de Belo Monte pode sair este mês

    Valor Online

    Projeto básico ambiental do canteiro foi apresentado ao Ibama no fim de julho

    A Norte Energia S/A - que arrematou a concessão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA) - espera obter ainda neste mês a licença ambiental para o início da instalação do canteiro de obras do empreendimento. O projeto básico ambiental do canteiro foi apresentado ao Ibama no fim de julho, informou hoje o diretor de engenharia da Chesf, José Ailton de Lima, que presidiu o consórcio vencedor na licitação de Belo Monte.

    O contrato de concessão foi firmado no fim do mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Norte Energia está trabalhando para obter o financiamento do projeto. Segundo Lima, a primeira versão da carta-consulta para a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi apresentada à instituição de fomento na última quarta-feira. Bancos privados também devem participar do financiamento da obra, disse Lima.

    No evento da assinatura do contrato de concessão, o presidente da Norte Energia informou que o financiamento do BNDES só deve sair em 2011, mas que a configuração do empréstimo deveria ser definida ainda neste ano. Lima ainda informou que a Gaia Participações, do grupo Bertin, tem um prazo de três meses para confirmar sua participação de 9% na usina como autoprodutora. Segundo o executivo, uma "fila" de empresas está disposta a negociar essa fatia, embora ainda não haja nada fechado nesse sentido.

  • Chilena SQM quer produzir fertilizantes no Brasil

    AE

    A Sociedad Química y Minera de Chile (SQM), uma das maiores produtoras de fertilizantes e especialidades químicas do mundo, vai se expandir para o Brasil e está analisando a abertura de uma na Índia

    A Sociedad Química y Minera de Chile (SQM), uma das maiores produtoras de fertilizantes e especialidades químicas do mundo, vai se expandir para o Brasil e está analisando a abertura de uma na Índia. A informação foi dada pelo executivo-chefe da empresa, Patricio Contesse, ao jornal El Mercurio. A SQM, maior produtora mundial de iodo e lítio, espera abrir no Brasil uma fábrica de fertilizantes com capacidade inicial para produzir 40 mil toneladas por ano. Eventualmente, a capacidade poderá aumentar, comentou Contesse, sem citar prazos. Com o crescimento da população global, aumenta também a demanda pelos produtos da SQM, como fertilizantes especiais utilizados na agricultura e lítio, elemento essencial de componentes eletrônicos usados em laptops, telefones celulares e baterias de automóveis elétricos. A expansão da SQM é uma resposta ao aumento da demanda global por fertilizantes, que também é evidenciada pela recente oferta de US$ 38,6 bilhões da mineradora BHP Billiton pela canadense Potash Corp of Saskatchewan. A diretoria da Potash, que tem uma participação de 32% na SQM, recusou a oferta. "O Brasil é a nossa maior urgência no momento", comentou Contesse. Segundo ele, no futuro a empresa deve construir uma unidade na Índia e em algum outro lugar no Extremo Oriente. Representantes da SQM não foram encontrados para comentar as notícias do El Mercurio. As informações são da Dow Jones.

  • Norte Energia envia carta ao BNDES para financiar Belo Monte

    Reuters

    Norte Energia envia carta ao BNDES para financiar Belo Monte

    SÃO PAULO (Reuters) - O consórcio Norte Energia, que vai construir e operar a usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), enviou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a primeira versão da carta-consulta para o financiamento da construção do empreendimento.

    Segundo o diretor da Chesf, uma das sócias de Belo Monte, José Ailton de Lima, o grupo espera que a licença para a instalação do canteiro de obras seja fornecida pelo Ibama ainda em setembro.

    "Já começamos a falar com o BNDES e vamos lapidar (a carta-consulta) com a ajuda do próprio banco", disse Lima, que confirmou que a ideia é que bancos privados também sejam fontes de financiamento. O banco estatal de fomento pode financiar até 80 por cento da hidrelétrica.

    O executivo da Chesf foi questionado sobre a informação que teria circulado em um boletim da Petros --fundo de pensão da Petrobras e também sócia de Belo Monte-- de que o valor total do investimento para erguer a usina seria de 25 bilhões de reais, acima do orçamento original de 19 bilhões de reais.

    "A Petros não está mentindo... Nenhum outro sócio divulgou (o valor dos investimentos), mas eles (Petros) não erraram muito não", disse Lima, sem dar mais detalhes.

    O executivo afirmou ainda que a Gaia Participações, uma das autoprodutoras do consórcio Norte Energia, tem 90 dias após a assinatura do contrato de concessão para definir se manterá sua atual participação no grupo, de 9 por cento.

    "Ela está dentro do prazo. Mas se ela não exercer, tem uma fila de empresas querendo entrar", afirmou Lima.

    A outra autoprodutora de Belo Monte é a siderúrgica Sinobras, com 1 por cento de participação.

    (Por Carolina Marcondes)

  • Termina leilão de linhas que vão escoar energia eólica no NE

    Valor Online

    Chesf, do Sistema Eletrobras, levou os três lotes licitados, levantando uma receita anual de R$ 19,2 milhões

    O leilão de linhas de transmissão que vão escoar a energia de parques eólicos no Nordeste terminou nesta sexta-feira com um deságio médio de 50,9%, em relação à receita anual estipulada pelo governo. A Chesf, do Sistema Eletrobras, levou os três lotes licitados, levantando uma receita anual de R$ 19,2 milhões. No total, o leilão somou cinco linhas de transmissão com extensão total de 501 quilômetros, além de quatro subestações no Rio Grande do Norte, na Bahia e no Ceará.

    Os investimentos previstos são da ordem de R$ 300 milhões. Durante entrevista coletiva à imprensa realizada após o evento, o presidente da Comissão Especial de Licitações da Aneel, Hélvio Guerra, destacou que o maior deságio do certame - de 59,21%, oferecido pela Chesf para levar o lote B - ficou próximo ao recorde histórico em licitações do tipo, de 60%. Na disputa pelos lotes A e C, os deságios oferecidos pela Chesf foram de 52,6% e 33,7%, respectivamente.

    O primeiro lote (A) envolveu 289 quilômetros em linhas de transmissão, mais duas subestações no Rio Grande do Norte. Já o lote B abrangeu 115 quilômetros em uma linha de transmissão e uma subestação na Bahia, enquanto outra subestação e uma linha de 97 quilômetros no Ceará foram licitados no último lote (C). A previsão é que os empreendimentos iniciem a operação comercial em 18 meses, somando a geração de 2,3 mil empregos diretos.

    Executivos da Chesf informaram que a companhia já havia fechado pré-contratos com fornecedores de equipamentos antes do leilão. Ainda na entrevista coletiva, José Ailton de Lima, diretor de engenharia e construção da empresa, afirmou que Chesf considerou a possibilidade de levar os três lotes em sua estratégia para o leilão, o que permitiu - por conta de ganhos de escala - uma maior competitividade nos lances.

    De acordo com Jandir Nascimento, superintendente da Aneel na área de concessões de transmissão e distribuição, o próximo leilão de linhas deverá ocorrer no fim de novembro, possivelmente no dia 26. A ideia é licitar cerca de 3 mil quilômetros em todo o país. Já o leilão das linhas de transmissão para o escoamento de energia da hidrelétrica de Belo Monte só deve ocorrer no primeiro semestre do ano que vem, afirmou Nascimento.

  • Executivos da 3G atuam juntos há três décadas

    AE

    A 3G Capital Management, com sede em Nova York, é comandada pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles

    A 3G Capital Management, com sede em Nova York, é comandada pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles. O trio atua junto há cerca de três décadas e tem participação, entre outras empresas, na Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, nas Lojas Americanas, uma das maiores varejistas da América Latina, e na América Latina Logística (ALL), maior empresa privada de ferrovias da região. A trajetória de Lemann foi marcada por sua atuação na Garantia, que comprou quando ainda era uma pequena corretora no Rio de Janeiro, no início da década de 70. Em poucos anos, ele a transformou em um agressivo banco de investimentos, tido como pioneiro no modelo de private equity adotado no Brasil. O executivo ficou conhecido por usar, no Garantia, uma estratégia de gestão similar à do americano Goldman Sachs, com foco na meritocracia, proporcionando oportunidade de crescimento rápido para os funcionários com que apresentassem os melhores resultados. Foi no Garantia que Lemann conheceu Telles e Sicupira que acabaram virando seus braços direitos e mais tarde, em 1993, fundaram com ele a administradora de recursos GP Investimentos. Na GP, o trio adquiriu participações em dezenas de grandes companhias, entre elas a própria ALL, a Gafisa e a Telemar (atual Oi). Em 2004, os três saíram da GP e formaram o fundo de private equity 3G Capital. Antes do Burger King, viraram donos de uma participação de 6,7% em outra grande rede de lanchonetes americana, a Wendy's. Em 2008, Lemann, Telles e Sicupira entraram, por meio do fundo 3G, no mercado de ferrovias nos Estados Unidos. Eles pagaram US$ 1,5 bilhão por uma participação de 8,3% na CSX, a maior operadora de ferrovias da costa leste dos Estados Unidos. As negociações da 3G com a rede Burger King foram lideradas por um antigo conhecido do trio. Alexandre Behring passou dez anos na GP Investimentos e também foi presidente da ALL. Desde 2008, ele é o representante da 3G no conselho de administração da CSX. O plano inicial dos sócios da 3G era tomar o controle da CSX e nomear Behring para administrá-la.

  • Problemas de Tucuruí são apontados desde o início da década

    AE

    Irregularidades na construção das eclusas vêm sendo apontadas pelo TCU em sucessivas auditorias

    Irregularidades na construção das eclusas de Tucuruí vêm sendo apontadas pelo TCU desde o início da década, em sucessivas auditorias. Duas eclusas foram projetadas para vencer um desnível de 75 metros provocado pela construção da barragem da hidrelétrica no Rio Tocantins. A liberação de dinheiro público para a obra foi bloqueada em 2002, último ano de mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e 20 anos após o início da construção. Irregularidades graves mantiveram o bloqueio de verbas públicas nos Orçamentos da União dos anos seguintes, até 2004. Ontem, o relator da mais recente auditoria afirmou que as irregularidades encontradas não eram suficientemente graves para paralisar a obra, que já se aproxima da conclusão.

  • Custo da BP com vazamento de petróleo atinge US$ 8 bi

    AE

    Custos incluem contenção do vazamento, perfuração do poço de alívio, auxílio aos Estados do Golfo, indenizações e custos federais

    A British Petroleum (BP) informou hoje que gastou cerca de US$ 8 bilhões até agora em resposta ao grande vazamento de petróleo no Golfo do México. Os custos registrados até agora incluem contenção do vazamento, perfuração do poço de alívio, operação de injeção de barro e cimento no local, auxílio aos Estados do Golfo, indenizações e custos federais. Desde 15 de julho, não houve vazamento de petróleo no Golfo a partir do poço Macondo, afirmou a BP em comunicado. Segundo a petroleira, mais de 42 mil pedidos de indenização foram apresentados por indivíduos e empresas desde que o processo foi transferido para a Unidade de Queixas da Costa do Golfo, em 23 de agosto. No total, a BP já pagou 127 mil indenizações, que somam cerca de US$ 399 milhões até agora. A BP alertou que seus esforços de limpeza poderão ser prejudicados pela legislação que pretende punir a companhia por meio da limitação de suas operações no Golfo. "Se não formos capazes de manter esses campos em funcionamento, isso terá um impacto substancial no nosso fluxo de caixa", afirmou David Nagel, executivo da BP para América, de acordo com reportagem do New York Times. A Câmara de Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei em 30 de julho que inclui a proibição a permissões de perfuração no Golfo para qualquer companhia com mais de dez mortes em suas operações na região. Onze trabalhadores morreram quando a plataforma Deepwater Horizon, da BP, explodiu em abril. As informações são da Dow Jones.

  • Gávea e TPG passam a ser sócios da Rumo Logística

    AE

    Os fundos Gávea Investimentos e TPG Capital são desde ontem sócios da Rumo Logística, empresa da Cosan

    Os fundos Gávea Investimentos e TPG Capital são desde ontem sócios da Rumo Logística, empresa da Cosan. Cada um entrará com R$ 200 milhões no processo de capitalização e passará a deter 12,5% de participação. Os outros 75% serão da Cosan. Com os recursos extras, a Rumo vai acelerar os investimentos na expansão da atual estrutura. Além dos R$ 400 milhões dos dois fundos, a empresa tem um empréstimo de R$ 986,5 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A nova composição acionária dá sinais de que a Rumo deve seguir para uma abertura de capital no futuro. Além disso, ao atrair sócios do mercado financeiro, a empresa confirma que ter como vocação atender não apenas à Cosan no transporte de açúcar pelo interior paulista até o Porto de Santos, mas também garantir receita entre os concorrentes. Com R$ 1,3865 bilhão à disposição - R$ 1,2 bilhão só para o programa de investimentos -, a empresa chegará a 2013 com o dobro da capacidade de transporte de carga, de 10 milhões de toneladas para 20 milhões. Só em 2010 a empresa passará a operar 729 novos vagões, feitos sob medida para a Rumo, além de 50 locomotivas, entregues até maio de 2011. A nova tecnologia dos vagões resultará em economia de tempo na hora de descarregar o açúcar no porto. Num vagão normal, é comum que a carga se concentre, o que dificulta o seu escoamento. Entre os investimentos programados estão R$ 435 milhões para a compra de locomotivas e vagões e R$ 200 milhões na construção de uma retro-área na região de Itirapina (SP). O local vai concentrar a carga de açúcar em depósitos, de onde se poderá controlar o melhor momento para liberar os carregamentos para o porto, segundo o movimento em Santos, diz Marcos Lutz, presidente da Cosan. Outros R$ 535 milhões serão usados na linha férrea da ALL, dona da concessão ferroviária usada pela Rumo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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